ROTEIRO DO ESPETÁCULO "TRANSIÇÕES"

Espetáculo coreográfico multimídia com projeção mapeada.
Duração: 45 MINUTOS
Roteiro Espetáculo

Cena 1 – “Zoom cósmico”

Trata-se de uma inserção do público no universo das galáxias, com mudança de escala do infinitamente grande, do incomensurável espaço cósmico ao infinitamente pequeno mundo das moléculas simultâneas.  Imagens de passagens macro-micro  (galáxias, sistema solar, planeta Terra, aproximação, copas de árvores, folhas, entrada na célula revelando a presença do macro (realidade cósmica) no micro (realidade molecular). A proposta é de sons mântricos convidando o público a fazer um mergulho numa viagem subaquática  intrauterina.
Projeção mapeada, Sons, Fragmentos poesias voz off,  black out, Sinos de igreja.


 Cena 2 – “Nascimento de Estrelas”

Projeção mapeada, dois intérpretes em cena começam a interagir com imagens do espaço sideral compondo com o corpo formas e movimentos que remetem ao nascimento das estrelas.
2 Intérpretes,  Música, Projeção Mapeada. 



Cena 3– “Prólogo no Céu”

O vídeo sai aos poucos em fade out.
Intérprete entra por uma das laterais, luz focada, inicia um solo. É um personagem híbrido, Demiurgo (filosofia de Platão)| cientista, orientado pela poesia “Prólogo no Céu”.
1 Intérprete, Luz focada, Voz off, Poesia, Música.


Cena 4 – “Proliferações” 

Visa expressar coreograficamente a multiplicação de uma colônia de levedura. A estilística da movimentação individual é desenvolvida por: 1)Locomoções em bases baixas em situações de recolhimento das partes e segmentos do corpo, com mudanças de planos em sentidos opostos; 2) Combinações sucessivas de movimentos com entrada de força nas raízes das partes e segmentos do corpo com mudanças de planos em sentidos opostos; 3)Transformação topológica da forma corporal – deformação em locomoções na base de pé; 4)Locomoções individuais em deformação com parte que se afasta e atrai o corpo como um todo; 5) Locomoções na base de pé pelas entradas da força na coluna e suas partes; 6) Locomoções na base de pé e nas bases baixas com projeção do eixo de transformações topológicas da forma.

Quanto à movimentação em grupo foram explorados os seguintes aspectos: 1) Duplas com contatos e apoios em pegadas contínuas alternadas em diferentes bases de apoio baixas – deitada, ajoelhada, sentada e combinadas; 2) Duplas com contatos e apoios em pegadas contínuas alternadas  na base de pé; 3) Pegadas com separação entre os intérpretes das duplas e 4) Desdimensionamento do corpo grupal para aproximações e afastamentos entre indivíduos em diferentes jogos de ordenação – 2|1|1 – 3|1 – 2|2 – 4|0. As animações de um grupo de leveduras se dividindo são projetadas nas três telas do cenário de forma simultânea. Na parte final da cena, as imagens passam a explorar também a fusão da coreografia com as animações através do uso da técnica de chroma key com delay em relação a frase em cena representando um prolongamento da mesma.
13 Intérpretes, Projeções, Música.

Cena 5 – “Laboratório”

Cena baseada na manipulação de líquidos fluorescentes. Narração de fragmentos de textos científicos. A projeção das proliferações  vai se diluindo em apenas um desenho numa das laterais do cenário até que a projeção termine com fade out, há uma forte ruptura sonora com o clima das “Proliferações” e duas intérpretes dançam com Led e manipulam um objeto luminoso que será colocado na boca e deglutido.
2 Intérpretes, Projeções, Luz negra, Objetos luminosos, Música. 


Cena 6– “Transições”
O modelo de circulação do cobre em leveduras indica a transformação Cu(II) para Cu(I) e entrada no modelo intracelular. Esta parte do modelo foi estilizada coreograficamente com ênfase na passagem de intérpretes pelas “cortinas” do cenário e sua penetração no interior da estrutura cênica. A movimentação requer uso de vários tipos de trajetórias com idas e vindas em sentido contrários por parte de um ou mais intérpretes numa trajetória espiralada que favoreça uso das variações dinâmicas com entradas da força nas raízes dos segmentos ralentando modos de execução balanceados com pequenos e grandes impulsos; Crescimento contínuo de frases de movimentos. Privilegiando o movimento circular entre os tecidos. Esta cena por ser mais vibrante e ágil tem um andamento mais rigoroso marcado pela música. A caracterização dos intérpretes como Cu  e Cu (II) se dá por uma luva azul cobalto e Cu(I) com duas luvas laranjas em função das cores da solução destes compostos.
6 Intérpretes, Projeções, Luz negra,  Música.

Cena 7 –“ Passagens”
Coreograficamente, é um desenho de passagem das intérpretes pelas cortinas da estrutura e sua penetração no interior da célula.
6 Intérpretes, Projeções, Poesia, Música.

Cena 8 – “Chaperonas” 
Chaperonas são proteínas de transporte celular, oriundo do francês “Chaperón” como eram chamadas as senhoras de acompanhamento marcadas pela utilização de chapéus. A cena se dá por duos desenvolvidos com movimentação forte baseada nos contatos e apoios. Sequências de interações “cobre – proteínas” no interior da levedura. Feita com contato e apoios (pegadas entre dançarinos visando interpretar o transporte celular do cobre para as organelas). Música intensa rápida e de forte conotação.
4 Intérpretes, Projeções, Música.

Cena 9 –“Modulações”
Solo com contorções e projeções de Cobre Atpase ao fundo em processo cíclico. Vai ralentando e encerra com contraluz nos movimentos em deformação. Imagem em diferentes eixos, planos e com mudanças de rotação. Diferentes tipos de refletores serão necessários para cena de modo que possibilite a iluminação no chão e nos objetos, luz por baixo etc. Na indumentária usaremos roupa envoltória baseado na escultura para vestir, de Ernesto Neto.
1 intérprete, Luz diversa, Projeção Mapeada,  Poesia e Música.

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